Auto proclamação condenável

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Texto: Mateus 6:1-18

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; Doutra sorte não teríeis galardão junto do vosso Pai Celeste.” Mateus 6:1

INTRODUÇÃO:

Este texto faz parte da pregação do Senhor Jesus no sermão do monte, onde o foco principal do seu discurso, o cerne de sua mensagem é sem dúvida nenhuma, o combate, e a desaprovação a  um  tipo de comportamento que na sua época ja era uma prática recorrente.   Em nossos dias então; Nem se fala!!!

Qual é então o Comportamento condenado pelo Senhor Jesus em seu discurso aqui nesse texto?

AUTO PROCLAMAÇÃO: Que é o esforço em tornar conhecido o que supostamente se faz para Deus.                                                             

O Senhor Jesus Cristo ilustra  seu ensino concernente a este comportamento, usando três aplicações diferentes, abordando três práticas religiosas do judaismo daquele tempo.

Uma prática relacionada ao próximo,

Uma prática relacionada a Deus e,

Uma prática relacionada à nossa própria pessoa:

1 —  ESMOLA  –   Relacionada ao próximo – (Versos 2-4)  O Senhor Jesus Cristo não está condenando aqui o gesto de dar a esmola, o gesto da caridade, a prática da generosidade. Se assim fosse, o Senhor Jesus estaria contradizendo todo o restante dos seus ensinamentos na sua palavra. O que o Senhor Jesus Cristo condena nesse texto aqui  é a motivação que se apresenta ao tocar a trombeta na prática do ato de DAR, na prática de ser generoso, de ser caridoso, de ser bondoso. O tocar a trombeta é uma figura de como faziam questão de tornar público os seus feitos.

TOCAR TROMBETA – nesse texto corresponde a auto glorificação.

Embora nós tenhamos recebido do Senhorr Jesus a ordem no Cap 5:16 de Mateus para deixarmos a nossa luz brilhar; Jamais devemos praticar atos de justiça para nossa auto glorificação.

Seja em que sentido for: literal ou figurado. Se a intenção é atrair a atenção para si; a reprovação do nosso Senhor à atitude de buscar proveito próprio não muda.     “… para serem louvados pelos homens.” Verso 2 a 4.

2. ORAÇÃO — Relacionada a Deus – (versos 5 e 6). Oração expressa o nosso reconhecimento de dependência a Deus e nossa necessidade pessoal.

O Senhor Jesus aqui, assim como no caso da esmola, não está combatendo a posição física usada para a oração, se o local  é visivel ou não, se nossa linguagem usada é rebuscada ou não,  mas as intenções e os motivos que  expomos quando estamos a orar.

Não pode e nem deve haver nenhuma relação com o pensamento do orgulho ou capacidade pessoal, (Lucas 18:9-14).  Quanta contradição existe em orarmos a Deus com o objetivo de “sermos vistos”   e o que é pior    “pelos homens”.

3.   JEJUM  —  Relacionada  com a própria pessoa – (versos 16-18). O que é  Jejum?  É não alimentar a si próprio, é abster-se de algo, é negar algo a si mesmo, é renunciar o “eu” em qualquer que seja o sentido do jejum. Por exemplo: a abstinência de alimentos, a abstinência de sexo, abstinência do pecado etc. A lei judaica sob a qual viviam os ouvintes do Senhor Jesus Cristo, prescrevia um jejun anual, no dia da expiação (Lev 16:29). Os  fariseus acrecentaram mais dois jejuns semanais, e os praticavam aproveitando a  ocasião para dar mostras de piedade.   (Lucas 18: 9-14).

Na ilustração do Senhor Jesus o jejuar é usado com intenção totalmente contrária ao significado da palavra;  pois aqui na ilustração o “eu” em vez de ser negado, é colocado em destaque: VEJA:   “Com o fim de parecer aos homens que jejuam.” 

Quando externamos nossa intenção de que os outros conheçam o que fazemos, o valor do que foi feito já se foi, porque é diante de quem normalmente esperamos os “aplausos” que fazemos o teatro (a incenação).

CONCLUSÃO:

O ensinamento é que não basta justiça externa, é preciso fidelidade interna. Ou seja: motivos sinceros em servir unicamente a Deus, sem preocupar que A ou B esteja vendo.

Assim como na igreja primitiva, hoje em dia na nossa geração, muitas atividades MINISTERIAIS tem necessariamente suas expressões  públicas  e apropriadas. Agora se ao exercermos essas atividades, houver de nossa parte uma preocupação exagerada de fazer conhecido nossos feitos.   Por exemplo:  “ Eu sou o presbítero”, “Eu sou o obreiro” “Eu sou o pastor”, “fiz tantos discípulos”, “ganhei tantas almas” “Eu Canto melhor” “Eu sou o Pregador” etc…  entraremos no caminho da hipocrisia  e o palco  estará montado para a simulação do que seja realmente espiritual.

Infelizmente, os fariseus não foram os únicos artistas que fizeram uso da trombeta!  São encontrados até hoje nas diversas atividades das igrejas locais ,  “crentes” que fazem questão de tocar suas trombetas, de tornar conhecidos perante os homens e de forma mais ampla possível suas atividades supostamente espirituais.

Hoje em dia o que se vê nas igrejas, não como regra, são pessoas se auto proclamando. Querem a todo custo serem vistos, estão em busca de aplausos, (certamente pelos homens), correndo atraz de glórias.

O Senhor Jesus  em Mateus 6:1-18  condena a AUTO PROCLAMAÇÃO  e recomenda a obscuridade, a singeleza ao invés da publicidade perante as pessoas.

A Obscuridade perante os homens  não significa obscuridade perante  Deus.

O ensinameno basico dado pelo Senhor é que Ele é:

a)      Onisciente – Ele vê em secreto” Vv 4,6,18 Não precisamos nos preocupar se Ele esta ou não vendo.

b)      Onipresente  – “E teu Pai que vê…Vv 6; “…e teu Pai que vê …”Vv 18. Não precisamos nos preocupar que Ele esteja vendo.

Agir sempre perante Ele; em sua presença; mesmo que Ele esteja em oculto. Não só nos ajuntamentos cristãos mas perante a sociedade. LEMBREMOS: Deus está presente; Ele tudo vê, ainda que seja em secreto..

c)      Galardoador – ‘…te recompensará…”Vv 4,6,18 Esta aprovação é a única que deve nos interessar, Deve ser a única pela qual devemos correr atraz. Se não tivermos aprovação do Deus altissimo, de nada adianta a aprovação dos homens. Só vai servir para nos levar ao pecado da soberba, do orgulho. Veja as palavras de APROVAÇÃO do Sr. Jesus ao servo fiel: “Bem está servo bom e fiel…” (Mateus 25:21-23).

Diz o Ap Paulo:  “Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva.” (2  Coríntios 10:18). O Louvor do Senhor é permanente enquanto que o louvor  do homem é efémero, passageiro, como uma neblina que logo se dissipa.

A AUTO PROCLAMAÇÃO é um padrão vergonhoso, como é vergonhoso uma vida suja. E nenhuma, nem outra de modo algum honra e glorifica ao Senhor, pois é contrária ao que Ele ensina e espera dos seus fieis.

A AUTO PROCLAMAÇÃO  é condenada pelo Senhor e isto deve ser razão suficiente para repugnarmos e combatermos com todo o vigor, mesmo que suas justificativas possam parecer espirituais.

 Roney Miguel

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