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Louvor

Louvor,

Diretrizes para o Canto Congregacional

Escrito por: John Wesley
Para que esta parte do culto seja mais aceitável a Deus e de maior proveito para você e aos demais, tenha o cuidado de observar as seguintes instruções:

1. Cantem todos.

Procure reunir com a congregação tão frequente quanto seja possível. Não permita que um pouco de fraqueza, ou cansaço o impeça. Se tal coisa é uma cruz para você, tome-a e, descobrirá que é uma benção.

2. Cantem com força e vigor.

Não cante como se estivesse meio morto, ou meio sonolento. Levante a sua voz com força. Não tenha temor de ouvir a sua voz, nem se envergonhe de ser ouvido agora, do que quando cantava os cantos de Satanás.

3. Cantem com modéstia.

Não grite como se quisesse sobressair ou destacar aos demais na congregação, para que não destrua a harmonia. Procurem unir as suas vozes aos de todos os demais da congregação para produzir um som claro e melodioso.

4. Cantem compassadamente no tempo.

Qualquer que seja o tempo em que se cante, procure guardá-lo, não se adiante, nem se atrase; siga as vozes que guiam e, observe o seu tempo, tanto quanto seja possível. Não cante arrastado. O arrastar o tempo é coisa natural nos vagarosos e, é já tempo de que esse costume desapareça dentre nós, e que cantemos todos os nossos hinos de tal modo como os cantávamos no princípio.

5. Sobretudo, cantem espiritualmente.

Pense em Deus em cada palavra enquanto canta. Que a sua intenção seja agradá-Lo, antes que a você mesmo, ou, a qualquer outra criatura. Para conseguir isto, ponha muita atenção no sentido do que canta e, tenha o cuidado de que seu coração não se envolva demasiadamente com a melodia, mas, ofereça-o a Deus continuamente, para que o seu canto seja de tal maneira, que o Senhor possa aprová-lo aqui e, possa receber a sua recompensa quando Ele vier em Sua glória nas nuvens.

 

Fonte: Extraído de Juan Wesley, Obras Completas, Edição Espanhol, vol. 9, págs. 229-230.

Tradução livre: Rev. Ewerton B. Tokashiki

Edificação, Louvor,

Jesus, pastor de pessoas e não de consumidores

A compreensão do pastoreio de Jesus pode ser libertadora nos dias de hoje, quando tantas pessoas, equivocadamente, são transformadas em consumidores pelo mercado da fé. Jesus amou e morreu por pessoas. Jesus ressuscitou por pessoas. Ele deu sua vida em resgate de homens e mulheres que estavam perdidos em seus próprios delitos e pecados. Compadeceu-se de homens e mulheres que estavam condenados à morte por suas transgressões. Cristo amou e se entregou em sacrifício na cruz por causa da rebeldia e da desistência humana de andar, comungar e obedecer ao Criador. O Filho de Deus doou a vida eterna a pessoas que o receberam como Senhor e Salvador. No mistério e profundidade de sua graça, ele nos olhou como pessoas e ovelhas, dando-nos vida – e vida em abundância.

Como pastor, Jesus deu e dá sua vida pelas ovelhas e por seu rebanho. Somos, como igreja, comunidade e ajuntamento de pessoas que estavam prisioneiras em seus próprios medos, incertezas e angústias. Éramos cativos de mente e coração. O desespero e a incerteza diante da morte e da fragilidade da experiência humana nos atormentavam. Assim, pessoas comuns – com suas histórias, marcas, heranças e contextos –, através de seu Espírito, têm escrito uma nova história onde fé, convicção, certeza e esperança se instalaram.

Tal compreensão pode ser libertadora nos dias de hoje, quando tantas pessoas, equivocadamente, são transformadas em consumidores pelo mercado da fé. De forma sutil e sorrateira por um lado, e agressiva por outro, essa dinâmica tomou conta da mentalidade evangélica no Brasil e no mundo. Devotos se transformaram apenas em consumidores e mantenedores desse mercado, travestido até na forma de igrejas locais coorporativas e estruturas empresariais. A lógica e o discurso são os mesmos do mercado: cantamos sobre a marca Jesus, escrevemos sobre ela, lançamos produtos temáticos. Já há até estudos de marketing acerca de características de gênero, classe social, faixa etária e necessidades de determinados grupos sendo usados para a criação de igrejas.

Grandes conglomerados comerciais de literatura e música chamadas de cristãs estão sendo engolidos com voracidade por empreendedores que, até bem pouco tempo, nem se importavam com a existência do tal segmento evangélico. Só que o Jesus de muitos pregadores, cantores, corporações e empresários não é necessariamente aquele apresentado na Bíblia, o Jesus eterno e histórico, o Emanuel, o Deus que se fez homem; aquele que veio como escravo e servo para proporcionar ao caído salvação através da cruz, para anunciar o Reino de Deus e trazer graça, senhorio e juízo. Esse Jesus midiatizado não é o Jesus que trouxe ensino e valores de amor, compaixão, paz e justiça, e que nos deixou a missão de lhe fazer discípulos e seguidores.

O pastor Jesus, pastor de ovelhas, de gente, trata a cada um com pessoalidade, dignidade e importância. Ele nos ama como pessoas, ouve nossos relatos, está atento à nossa realidade e história. O pastor Jesus alimenta o faminto, sacia o sedento, limpa o imundo, cura os feridos, protege e conduz ovelhas. Jesus nos ajuda a dar significado ao pastoreio e a contextualizar esta vocação do acolhimento, do cuidado, do ensino e da formação espiritual. Os pastores não precisam perder o caminho da fé, assim como qualquer cristão em outra área profissional ou de atuação – uma fé que ganha contornos práticos de uma vida de serviço e de trabalho digno, mediante o suor do rosto. Fé no Deus trino, e não no mercado que fala sobre ele.

Muitos dirão que comércio pode ser feito com ética e honestidade, visando a legítimos propósitos. É verdade. Mas a chance de o mercado tirar do centro a essência e o alvo do Evangelho, de sua mensagem e obra, são muito grandes. Pastores, escritores e artistas cristãos produzem em escala industrial coisas que se tornarão, invariavelmente, produtos de consumo: mensagens, livros, CDs, ensinos, palestras, DVDs… Tudo tem seu preço, e tudo acaba alimentando esse mercado da fé. Numa linha muito tênue, o negócio se torna a pessoa, o pregador, o cantor, o escritor, sua corporação, sua visão, sua estrutura criada. Assim, o que fazem torna-se um fim em si mesmo, e não um meio para atingir algo mais elevado.

No genuíno pastoreio, contudo, precisamos ser cuidadosos e íntegros. Não se pode perder de vista que cuidamos de pessoas, e não de consumidores. O mercado não é o nosso negócio, muito menos o propósito do chamado e vocação pastoral. Somos cuidadores e referenciais de Jesus para o rebanho de Deus, ajudando ovelhas a permanecerem no Caminho.

Nelson Bomilcar

http://cristianismohoje.com.br/materia.php?k=858

Histórico de Hinos, Louvor,

Alvo mais que a neve

Samuel Horatio Hodges (+ 1922) foi um advogado nos E.U.A. e escreveu este hino enquanto viajava na Inglaterra com William Booth, o fundador do Exército de Salvação. Nas campanhas evangelísticas do Fundador, Samuel cantava solos. Um convicto crente na doutrina da santidade, frequentemente conversava com Booth e sua esposa Catherine a respeito das lutas, angústias e desafios pelos quais passavam os convertidos e os soldados salvacionistas diante do assunto “um coração puro”.

Mais tarde, o filho do capitão Samuel, ele próprio um oficial salvacionista nos E.U.A., contou que era comum o Fundador, seu filho Bramwel Booth, George Railton e seu pai almoçarem juntos. Em uma dessas ocasiões, antes de uma reunião em que o Fundador pregaria a respeito de santidade, ele voltou-se para o seu pai Samuel e pediu-lhe que para a próxima reunião cantasse um solo que tivesse o tema de como possuir um coração puro. Quando a resposta foi negativa, pois não conhecia nenhum hino que se adaptasse, o Fundador pediu-lhe que escrevesse um. Como Samuel era um homem de oração, pediu a Deus que lhe desse inspiração para escrever o que lhe fora pedido. E assim nasceu o hino “Alvo mais que a neve”. Samuel mais tarde em sua vida tornou-se um ministro quacre.
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Fonte: Companion to the Song Book
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Nota – O autor do coro do hino foi Eden Reeder Latta, baseado supostamente na música “Blessed be the fountain of blood”. Não propriamente uma tradução, a versão em português é dos “Salmos e Hinos”, de Henry Maxwell Wright (+ 1931). 

Louvor,

Grupo Semente

Um Ministério coerente na música e louvor do Brasil

No trabalho conjunto de vários irmãos que Deus levantou, no desejo de passar uma ” visão” recebida e amadurecida em vários ministérios locais, principalmente no trabalho com jovens ( VPC, ABU e algumas igrejas locais), nasceu o GRUPO SEMENTE em 1982.

Várias pessoas que já ministravam pelo Brasil há vários anos, compartilhavam da necessidade de se fazer algo que tivesse conteúdo da Palavra de Deus, sensibilidade com a nossa cultura e que desafiasse a igreja brasileira ao louvor e à evangelização com correta intenção de agradar a Deus em primeiro lugar com criatividade e beleza.

Guilherme Kerr Neto, parceiro desta visão, escreveu no primeiro disco do Grupo Semente que via com alegria o surgimento deste trabalho no meio de uma escassez de muitos anos, um verdadeiro deserto na área de louvor e produções musicais, com gente compromisssada com Jesus e séria no trabalho pelo Reino de Deus. Quis o Senhor colocar Sérgio Pimenta, Nelson Bomilcar, Gerson Ortega, Jorge Camargo, Edy Chagas, Marcos Mônaco, Miriam Zancul Ortega, Carla Bomilcar , Sônia Dimitrov Pimenta e Hélio Campos juntos por 7 anos de ministério, onde a amizade, compromisso mútuo, companheirismo e uma boa dose de musicalidade, movidos pelo Espírito Santo, trouxeram inestimável contribuição à Igreja brasileira, muito antes do recente “boom gospel”, que carece de consistência bíblica e de qualidade musical.

Caio Fabio pregou no lançamento do primeiro disco “Plantando a Semente”, música tema composta por Nelson Bomilcar e Guilherme Kerr. Ele realçou a seriedade do Salmo 126, ao mostrar a a realidade de um ministério sério muitas vezes sofrido, mas que traz pela promessa de Deus, muita alegria no devido tempo de colheita.

E essa foi a história do ministério do Grupo Semente enquanto existiu. Seu trabalho começou junto a COMEV (Comunicações Evangélicas) e depois continuou junto à Vencedores Por Cristo.

Musicalmente, foram ousados gravando músicas instrumentais, indo do samba ao chorinho, sem desprezar a mensagem do evangelho. Seu primeiro disco , ” Plantando a Semente”, contou com a participação do maestro Williams Costa Jr nos arranjos de cordas, um desafio para a época , Gerson Ortega, trabalhou com carinho nos arranjos de base além de tocar o piano e os teclados com a competência e criatividade de sempre. Sérgio Pimenta trouxe a disciplina do trabalho nos ensaios , nas viagens missionárias, e nas lindas canções que fêz durante a sua vida, com uma poesia e profundidade como pouco se viu e se vê no meio evangélico. Jorge Camargo, o mais novo da turma, enriquecia a todos com suas interpretações e voz privilegiada, principalmente nos discos “Fruto da Semente” e ” Criação “, além de suas composições.

Hélio Campos e Marcos Mônaco se encaixavam perfeitamente ao grupo, na bateria e sopros respectivamente, trazendo consistência rítmica e musical, além da simplicidade que os caracterizavam. Nelson Bomilcar ( coordenando e liderando) procurava diretrizar o trabalho para que a visão fosse fortalecida e não abandonada, com as pequenas ilusões de um sucesso e aceitação efêmera por parte da igreja evangélica, que já foi armadilha em que muitos caíram na sua caminhada cristã. Enfim, é a Deus a quem se deve servir e agradar, e é a Sua Glória o que importa. Ainda na gravação do primeiro disco tivemos a participação como convidada a Valéria Vassão Forte. Queremos registrar a curta participação do Artur Mendes e Marcos Cavalcante .

Carla, Míriam, Sônia, traziam o equilíbrio nas harmonizações vocais, tanto nas gravações, como nas apresentações, com sensibilidade e discernimento espiritual .Em inúmeros lugares por onde trabalharam; a Kátia Mônaco também ajudava no trabalho de aconselhamento nas programações. O Edy Chagas( de Bauru como era conhecido ) , era o criador das artes dos discos, que além de ter uma linda voz, trazia a solidez de uma igreja local que o apoiava em oração, ( Comunidade das Nações ), abençoando este ministério.Edy(Bauru),Hélio ( Jundiaí) e Pimenta ( Rio ) viajaram muitos e muitos quilômetros, 2 vezes por mês, para que o grupo tivesse a oportunidade de consolidar seu ministério e trabalho musical.

Muitos Grupos no Brasil começaram seus ministérios procurando o referencial no trabalho do Grupo Semente e Vencedores Por Cristo, pois a maioria dos seus integrantes foram treinados e discipulados por pessoas ligadas a VPC.
O legado musical procurou ser preservado nos relançamentos em Cds Platando e Fruto da Semente e Criação e do registro em Partitura das linhas melódicas e cifras.

As lembranças e experiências tremendas com Deus são enormes:

Os ensaios na casa do Marcos Mônaco , o Furgão emprestado, companheiro de transportes e viagens; Gerson gravando a música ” Ele e o Teu Louvor”, em um dos primeiros estúdios da COMEV ( 24 de Maio ), quebrantado e cheio do Espírito Santo, sofrendo com a enfermidade de seu primeiro filho, dedicando o que tocava a Jesus; Ségio Pimenta colocando “ordem na Casa” com toda a sua formação militar e mostrando os seus “cânticos” ou ( “corinhos “nas palavras que usava) que explodiam em todas partes do Brasil.

Cada lançamento de disco foi tremendamente concorrido ( Novotel, Centro de Professorado Paulista, Sala Cidade de São Paulo), e Deus sempre trazendo palavra e testemunho que mudaram muitas vidas. Nossa ultima apresentação foi no lançamento do “Criação”, onde Deus já estava mostrando que estava terminando este ministério juntos.

Gerson sendo chamado para trabalhar com uma igreja local em São Paulo como pastor, Hélio indo para Porto Alegre com sua esposa Malu para trabalharem junto com Asaph, Edy seguindo o ministério pastoral com a Comunidade das Nações em Bauru, Nelson pastoreando em Campinas, Jorge Camargo com novos desafios profissionais e musicais, Marcos Mônaco fortalecendo seu trabalho com uma igreja local em São Paulo. E o nosso querido Sérgio Pimenta, descobrindo que estava com câncer e falecendo depois de 4 meses, após muito sofrimento, deixando a Sônia, o Renato e a Juliana e um vazio tremendo em todos e na música evangélica brasileira.

Foi como se fosse um sêlo para todos os integrantes do Grupo Semente. Terminava ali 7 anos de intenso ministério pelo Brasil, marcando a todos e levando os próprios integrantes do grupo a um total dedicação na obra do Senhor juntamente com suas famílias.

O Grupo Semente uniu criatividade musical com visão séria de ministério, espírito de Louvor com performance; adaptou o conteúdo bíblico com a poesia numa preocupação de contextualização para nosso mundo contemporâneo. Seu trabalho mostrou o quanto é importante a comunhão com Deus e entre os irmãos, onde se pode criar amizades maduras e duradouras.

Que o Senhor seja engradecido para sempre!

http://www.nelsonbomilcar.com.br/artigos/grupo-semente

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