Categoria de Navegação

Louvor

Louvor,

Dirigindo o culto cristão

Aquele que dirige um culto cristão precisa ter em mente que o Culto é para Deus. É de suma importância ter consciência que a centralidade do Culto cristão está na Pessoa de Jesus Cristo o autor de nossa salvação. Foi o sacrifício dEle que nos permitiu termos livre acesso ao Pai e não as nossas vontades e desejos. Diante disto, um culto cristão deve ser conduzido com excelência, entregando para Deus o melhor.

Todo o dirigente do culto numa congregação deve estar convicto de que dirigir é um ministério, um serviço e que todo serviço para Deus deve ser conduzido de modo agradável, com reverencia e santo temor, como nos ensina o escritor aos Hebreus. O apostolo Paulo também nos adverte que tudo quanto fizermos para Deus deve ser feito “… com ordem e decência” I Co 14:40.

“sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” Hebreus 12.28

Não pretendemos aqui exaurir todos os ensinos e conselhos que diz respeito à boa condução de um culto cristão, mas sim, a luz da palavra de Deus apresentar o que podemos chamar de “bons conselhos”

Preparação antes do culto

1.A responsabilidade do dirigente é tornar alegre e solene o momento dos cânticos, para preparar a congregação e levá-la a um espírito pronto para a mensagem.

  1. É necessário, portanto que o dirigente do culto se prepare em oração tanto como o pregador. Gaste tempo em oração.
  2. Escolha cânticos que sejam adequados para cada culto que irá acontecer.

4.Escolher os cânticos com antecedência é de suma importância e demonstra para o público que você é organizado e não faz a obra do Sr. relaxadamente. Não fique procurando o que cantar diante da congregação.

5.Faz-se necessário ensaiar os louvores com antecedência, a fim de encontrar o tom a ser cantado, de modo a não tornar para a congregação, o ato de louvar em algo insuportável.

6.O Dirigente do culto, bem como qualquer um que vá a frente da congregação, deve estar bem penteado e com a roupa em ordem e limpa. (A limpeza do corpo vem logo após a salvação da alma.)

Regendo a congregação

1.Ao subir ao púlpito, faça-o com firmeza, com confiança, para não tropeçar, e sem acanhamento.

2.Se, quando cantamos, a congregação vai à sua frente ou se conduz o cântico ao gosto dela, você é inútil como dirigente e tudo pode se descontrolar.

3.Procure ser agradável e educado, porém com autoridade (nunca autoritário).

  1. Controle o nervosismo, não pense em si mesmo, nem chame a atenção do público para sua pessoa. Afinal o momento do culto não é um show.

5.Tenha boa postura, não deite sobre o púlpito.

  1. Não se curve; olhe a congregação; abra os olhos para manter a atenção.

7.Esforce-se para que todos cooperem nos cânticos, então estarão prontos para a mensagem.

8.Anuncie o número do hino com clareza ou o nome do louvor a ser cantado.

9.É interessante dizer: “Vamos cantar o hino número.. .” Não cantamos páginas, e, sim, hinos. Ou dizer: “Vamos cantar o cântico que tem por título …” Assim se ganha a atenção da congregação.

10.É bom e importante anunciar o número ou o nome do cântico uma segunda vez.

11.Quando quiser que a congregação se ponha em pé, faça um gesto com as mãos para cima para indicá-lo.

12.Diga sempre à congregação quando deve levantar-se ou sentar-se. Há situações em que depois de um cântico o dirigente não avisa que a congregação deve sentar-se e fica metade da congregação em pé, aguardando um comando de quem dirige, enquanto o restante da igreja vai se sentando as prestações. LEMBRE-SE: Não é necessário fazer a congregação levantar-se para cada hino ou cântico. Alguns irmãos podem estar cansados do trabalho, pela idade ou até mesmo por problemas de saúde e não necessitam dessa “ginástica santa”.

Regendo o hino

1.Não esconda o rosto com as mãos ou com o microfone quando estiver regendo a congregação. A igreja precisa saber para onde você está indo na condução do louvor.

2.Mova a mão livremente e mantenha a posição.

3.Faça os movimentos da mão de maneira natural, não com a mão rígida, nem com os dedos inflexíveis. Não faça gestos com as mãos que possam parecer obsceno.

4.Para reger o coro pode-se indicar cada tempo, porém para reger uma congrega­ção não é muito importante.

5.Pode-se usar ambas as mãos.

6.Não seja exagerado com os movimentos para não chamar atenção sobre você mesmo. Afinal você não é uma “estrela” e o culto não é um “show”

CONCLUINDO

Claro que este estudo está muito simplificado e não tratou de todos os aspectos que envolvem a direção de um culto a Deus. Porém, se você tomar ciência de tudo o que este trabalho abrange, tem uma boa base para dirigir qualquer culto, quer seja no templo, em casa num aniversário ou até mesmo num culto fúnebre.

O momento de louvor no culto cristão é um momento exclusivamente para Deus. O sentido é mais importante do que a execução, por isso você deve orar e pedir para que Deus lhe toque o coração para que ao dirigir uma congregação no momento do louvor, tudo que vier a acontecer ali seja de fato, agradável a Ele. /

Use tudo o que aprendeu!

A Deus somente seja toda a glória

MdC

Louvor,

O que cantamos hoje nas igrejas?

Como poderíamos definir o conceito de adoração, segundo as Escrituras? “Indubitavelmente, o primeiro fundamento da justiça é a adoração a Deus” – João Calvino. Antes de começar a ler esse texto gostaria que você refletisse sobre suas últimas canções ao Senhor. Não continue lendo sem refletir, isso é um pedido.

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4.24

Hoje precisamos entender e refletir sobre as música cantadas nas igrejas, como poderíamos definir esse tempo de tantas “criações espantosas”, louvores triunfalistas, antropocêntricos, heréticos, humanistas, distantes e desassociado com os ensinos das Escrituras Sagradas? Definir conceitos seria um bom começo, percebo que por falta de conceitos esclarecido muitos vivem convictos, porém não percebem a gravidade do erro e em que nível chegaram. O que seria adoração? “Adoração é atribuir honra a alguém que é digno”. Na minha aula de Culto Cristão no seminário teológico, ouvi o meu professor por várias vezes conceituar o “Culto Cristão” como a manifestação do sagrado.

Nosso culto deve ser dedicado e oferecido ao Senhor, isso deve ser uma manifestação do sagrado, o dever supremo daqueles feitos à imagem de Deus é “atribuir dignidade” àquele em quem vivemos, nos movemos e temos a nossa existência. Atos 17:28

O que encontramos hoje são músicos, grupos de louvor que não se importam em conhecer verdadeiramente a Deus, não examinam o que cantam e simplesmente cantam qualquer tipo de canção levando com isso multidões a pularem, gritarem como se estivesse em qualquer outro lugar menos na casa de Deus. Esses músicos tocam na hora do louvor e depois muitos deles não ouvem a exposição bíblica porque estão lá fora: fazendo o que mesmo? Quando o convite para evangelizar é feito, eles dizem que são “levitas” (nomenclatura errada) e não missionários. Tempo difícil esse!

A nossa realidade está longe do que encontramos na Palavra de Deus. Em alguns momentos fui questionada por alguns jovens sobre arte na igreja, grupos de danças e teatros, eis o perigo da contextualização, existem sim os dons e talentos dado por Deus ao Seu povo. Encontramos hoje não somente problemas com as canções, existem também peças de teatro e novos estilos de danças que nem se quer percebemos, erros gravíssimos sendo apresentados durante os nossos cultos dominicais. Peças que colocam “Jesus” sendo vencido e amarrado por Satanás, dançarinos no estilo da “swingueira gospel” ferindo de forma explícita os fundamentos básicos da sã doutrina, sem nem mencionar a agressão teológica que encontramos de forma bem explícita.

Devemos voltar as Escrituras, como os crentes em Beréia, ser examinadores e provar tudo conforme os princípios cristãos. “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” Atos 17.11

Muitos falam de avivamento, creio que isso pode acontecer, mais precede de exposição bíblica e arrependimento. Precisamos de uma urgente Sola Escriptura! Grupos de louvor, nossa adoração deve refletir a adoração do céu, na qual todos os que estão ao redor do trono de Deus dão-lhe glória. “O Pai procura a tais que assim o adorem” João 4:23. Grupos de teatros e danças façam isso para a glória de Deus, sejam suas peças e suas danças conforme as Escrituras. (Ressalva em relação a arte no Culto)

É nesse momento que a supremacia de Cristo, soberania e santidade de Deus, atributos de Deus, glória de Deus precisam ser reverenciadas, exaltadas e glorificada pelo seu povo em louvor e em adoração. É nesse momento que o Evangelho pode ser anunciado em forma de canção, as Escrituras podem ser ensinada em forma de melodia. Não quero levantar o assunto da salmodia exclusiva (mesmo valorizando muito), contudo devemos olhar para as Escrituras e entender que a adoração sempre foi coerente, confessional e revelacional de acordo com o conhecimento de Deus. Exemplos como o de Davi, Moisés, Maria, Miriã são relevantes sim, pois adoraram ao Senhor de forma suprema.

Nesses últimos dias ouvi uma canção e me alegrei, fiz dela a minha oração. Pude sentir a esperança de que é possível voltar a ter Cristo como o centro da nossa adoração, ter Bíblia na canção, oferecer a Deus um culto que somente a Ele é devido. Anderson Freire – Colisão. Então fui analisar, observem os versos também.

Preciso ser o oposto do que o mundo é [Rm 12.2]
Bater de frente com os meus desejos [1Co 9.27]
Resistir o mal até o fim uma hora ele fugirá de mim [Tg 4.7]
Preciso ser preservador de bons costumes, evitar as más conversações [1Co 15.33; 2Tm 2.16]
Me policiar quando meus impulsos, ultrapassam o limite da emoção [Gl 5.24]
Preciso guardar meu corpo, lembrar que ele é um templo santo do Pai [1Co 6.19]
Preciso ter atitude, largar o meu assento e caminhar com Deus [Mt 9.9]
Hoje é tempo de fortalecer a fé, colidir com o mundo e ficar de pé [Rm 10.17; Ef 6.1]
Mais que conhecer, preciso viver a verdade revelada [Tg 1.22-25]
Hoje é tempo de renunciar meu eu [Mt 16.24]
Lembrar que numa cruz alguém por mim morreu [Mc 16.6]
Hoje é minha vez, agora sou eu, vou morrer pro mundo e viver pra Deus [Gl 2.20; 6.14]

Adoração deve ser o interesse central dos cristãos. Não é uma questão periférica, mas a “substância última” da Fé Cristã. Ele é Espírito e importa que assim o adoremos, EM VERDADE! Agora diante da sua reflexão no inicio, como está a sua adoração a Ele? Devemos a Deus toda a Glória, para Ele toda adoração!

A Ele toda a Glória, Rm 11.36

___________________________________________________
Fonte: O que é Adoração? – William Shishko

Histórico de Hinos, Louvor,

Amazing Grace – Sublime Graça

O hino “Amazing Grace” (Sublime Graça) está na sua origem ligado à luta pela abolição da escravatura. John Newton (1725-1807), autor da letra, gastara parte da sua vida no comércio de escravos, tendo ele próprio sido preso em África e tratado como escravo. Newton viria a ser um entusiasta discípulo do evangelista George Whitefield e conheceria John Wesley, fundador da Igreja Metodista. Tornou-se pastor da Olney Parish Church e depois da St. Mary, Woolnot, em Londres. Em Olney tornou-se amigo do poeta William Cowper. Juntos trabalharam nos cultos semanais, em reuniões de oração e na produção de um novo hino para cada culto da comunidade. Escreveu Amazing Grace, em dezembro de 1772, apresentando-o à sua congregação no culto do dia 1 de janeiro de 1773.

John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século XVIII. Por volta de 1750, Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios faziam o primeiro pé de sua viagem da Inglaterra quase vazios até que escorassem na costa africana. Lá os chefes tribais entregavam aos Europeus as “cargas” compostas de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre tribos. Os compradores selecionavam os espécimes mais finos, e comprava-os em troca de armas, munições, licor, e tecidos. Os cativos seriam trazidos então a bordo e preparados para o “transporte”. Eram acorrentados nas plataformas para impedir suicídios. Colocados lado a lado para conservar o espaço, em fileira após a fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse “carregada”, normalmente até 600 “unidades” de carga humana. Os escravos eram “carregados” nos navios para a viagem através do Atlântico. Os capitães procuraram fazer uma viagem rápida esperando preservar ao máximo a sua carga, contudo a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram atirados ao mar. Uma vez chegados ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e melaço que os navios carregavam para Inglaterra no pé final de seu “comércio triangular.

Numa das suas viagens de regresso à Inglaterra, o navio enfrentou uma enorme tempestade. Quando o barco quase naufragava, Newton voltou-se para Deus: Senhor, tem misericórdia de nós. De volta à sua cabina refletiu e entendeu que Deus se lhe tinha dirigido através da tempestade e que a Sua graça tinha começado a manifestar-se. Foi o que ele descreveu como grande libertação, o dia da sua conversão. A leitura do clássico Imitação de Cristo, de Thomás de Kempis, e do Novo Testamento, nesta altura, foram instrumentos para esta reviravolta na sua vida. Após ter sobrevivido, ele converteu-se verdadeiramente ao Senhor Jesus e começou a estudar para ser um chamado Pastor.

Durante a apresentação da oratória “O Messias”, de Haendel, em Londres, Newton pregou uma série de sermões sobre os temas do libreto da oratória (Nascimento, Paixão, Ressurreição, Julgamento Final, Glorificação de Cristo). Em resultado de um destes sermões, o jovem William Willberforce, membro da “Câmara dos Comuns” desde os vinte e um anos, recém convertido, procuraria o seu conselho pastoral junto de Newton. Em 1786, Wilberforce começou a levantar-se cedo para ler as Escrituras, orar e escrever o seu diário. Neste mesmo ano Wilberforce entenderia que a sua missão de vida passaria a ser a luta pela supressão da escravatura e a reforma moral da sociedade. O ex-traficante Newton, agora pastor e determinado a combater a escravatura, tornar-se-ia uma grande inspiração para a gigantesca luta de Wilberforce.

Os argumentos para o comércio de escravos eram de natureza econômica e política, pelo que os abolicionistas tinham contra si grandes poderes e interesses. William Wilberforce travou uma luta titânica, nomeadamente na “Câmara dos Comuns”. Apresentou várias propostas de lei, bloqueadas vez após vez. Wilberforce expressou assim o seu compromisso: “A perversidade do comércio [de escravos] era tão gigantesca, tão medonha e tão irremediável que a minha mente estava completamente preparada para a abolição. Fossem quais fossem as consequências. Desde então determinei que nunca descansaria até que tivesse conseguido a sua abolição” (citado em “131 Christians Everyone Should Know”).

Wilberforce desempenhou um papel fundamental na criação da “British and Foreign Bible Society” (Sociedade Bíblica), em 1804, e da “Church Missionary Society”, em 1799. O seu livro “A Practical View…”, publicado em 1797, uma crítica contundente ao Cristianismo acomodado, foi um bestseller. Ele tinha o dom de entender e afirmar a fé cristã permeando todos os domínios da vida. Nas palavras do biógrafo Robin Furneaux, “a sua mensagem era a de que não bastava professar o Cristianismo, levar uma vida decente e ir à Igreja aos Domingos, mas que o Cristianismo atravessa cada aspecto, cada canto da vida cristã. A sua abordagem do Cristianismo era essencialmente prática“.

Finalmente, o ultrajante comércio de escravos foi oficialmente abolido em 1807 embora a completa abolição tivesse ocorrido apenas em 1833, ano da morte de Wilberforce. O seu sonho realizar-se-ia. A história não terá muitas pessoas que tenham contribuído tanto para o bem da sociedade como William Wilberforce, a consciência da nação, nas palavras de Winston Churchill. Como escreveu em “A Practical View…”, “os interesses do cristão nominal concentram-se nas coisas temporais, os interesses do cristão autêntico concentram-se em coisas eternas”.

Amazing Grace é pois um hino que tem cruzado os séculos e cuja história se encontrou com a da luta pela abolição da escravatura. Irá, também, a história de Wilberforce despertar-nos para as formas contemporâneas de escravatura?

Nos últimos 43 anos de sua vida Newton pregou o evangelho em Olney e em Londres. Em 1782, ele disse: “Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: Eu sou um grande pecador, Cristo é o meu grande salvador”. No túmulo de Newton lê-se: “John Newton, uma vez um infiel e um libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muito por destruir”. O seu mais famoso testemunho continua vivo, no mais famoso das centenas de hinos que escreveu:

 

Sublime graça

Sublime graça que alcançou
Um pobre como eu,
Que a mim, perdido e cego achou,
Salvou e a vista deu!

De vãos temores e aflição
A graça me livrou
E doce alívio ao coração
Em Cristo me outorgou.

Se lutas vêm, perigos há,
Se é longo o caminhar,
A graça a mim conduzirá
Seguro ao santo lar.

A Deus, então, adorarei
Ali, no céu de luz,
E para sempre cantarei
Da graça de Jesus.

No hinário Hinos e Cânticos Nº14

 

http://www.verdade-viva.net/john-newton/

Edificação, Louvor,

Deve um Cristão escutar música secular?

Resposta: A pergunta de se um Cristão deve ou não escutar música secular é uma que muitas pessoas fazem. Há vários músicos seculares que são imensamente talentosos. Música secular pode ser bastante divertida. Há muitas músicas seculares que têm melodias atrativas, conselhos bons e mensagens positivas. Ao determinar se um Cristão deve ou não escutar música secular, há três fatores que devemos considerar: (1) o propósito da música, (2) o estilo de música e (3) o contéudo da letra.

(1) O propósito da música. É música apenas para louvor, ou será que Deus criou a música para relaxar e entreter? O músico mais famoso da Bíblia, o Rei Davi, tinha como propósito principal usar a música para adorar a Deus (veja Salmo 4:1; 6:1; 54:1; 55:1; 61:1; 67:1; 76:1). No entanto, quando o Rei Saul estava sendo tormentado por espíritos perversos, ele chamava Davi para tocar a harpa para acalmá-lo (1 Samuel 16:14-23). Os israelitas também usaram instrumentos musicais para advertir contra o perigo (Neemias 4:20) e para surpreender os inimigos (Juízes 7:16-22). No Novo Testamento, o Apóstolo Paulo instrui os Cristãos a encorajarem uns aos outros com música: “falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais” (Efésios 5:19). Então, enquanto o propósito principal da música aparenta ser louvor, a Bíblia com certeza dá espaço para usá-la com outros propósitos.

(2) O estilo de música. Triste dizer que o estilo de música é um assunto que causa divisões entre os Cristãos. Há cristãos que inflexivelmente exigem que instrumentos musicais não sejam usados. Há outros Cristãos que só querem saber de cantar os hinos da antiguidade. Há Cristãos que querem música mais agitada e contemporária. Há Cristãos que afirmam que conseguem adorar a Deus mais em um ambiente parecido com um concerto de rock. Ao invés de reconhecer suas preferências como sendo pessoais e distinções culturais, alguns Cristãos declaram que seu estilo de música é o único “bíblico”, afirmando com isso que todos os outros estilos não agradam a Deus e são satânicos.

A Bíblia em nenhum lugar condena qualquer estilo de música. A Bíblia em nenhum lugar condena qualquer tipo de instrumento. A Bíblia menciona vários tipos de instrumentos musicais de corda e de sopro. Apesar da Bíblia não mencionar o tambor especificamente, ela menciona outros instrumentos de percussão (Salmo 68:25; Esdras 3:10). Quase todas as formas de música moderna são variações e /ou combinações dos mesmos tipos de instrumentos musicais, tocados em velocidades diferentes ou com ênfase elevada. Não há nenhuma base bíblica para declarar um estilo particular de música como sendo um estilo que desagrada a Deus ou que seja fora da vontade de Deus.

(3) O conteúdo da letra. Já que nem o propósito ou estilo de música é o que determina se um Cristão deve ou não escutar música secular, o conteúdo da letra deve ser levado em consideração. Mesmo que não falando especificamente de música, Filipenses 4:8 é um excelente guia quanto ao que devemos procurar na letra das músicas que escutamos: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. Se essas são as coisas que devem ocupar nossa mente, então com certeza essas devem ser as coisas que devemos convidar às nossas mentes através de música e de sua letra. Pode a letra de uma música completamente secular ser verdadeira, respeitável, justa, pura, amável, de boa fama e de louvor? Se a resposta é sim, então não há nada de errado em escutar música secular dessa natureza.

Ao mesmo tempo, é bem claro que muito da música secular de hoje não segue o padrão de Filipenses 4:8. Música secular geralmente promove imoralidade, violência; enquanto ao mesmo tempo menospreza pureza e integridade. Se uma música promove tudo aquilo a que Deus se opõe, um Cristão deve evitar escutar esse tipo de música. No entanto, há muitas músicas seculares que não mencionam Deus, mas ainda promovem bons valores, tais como: honestidade, pureza e integridade. Se uma canção de amor promove a santidade do casamento e/ pureza de amor verdadeiro – mas não menciona a Deus ou a Bíblia – então não tem problema em escutar a tal canção.

Já é um fato provado que qualquer coisa que alguém deixe ocupar sua mente vai mais cedo ou mais tarde determinar sua linguagem e comportamento. Esse é o princípio por trás de Filipenses 4:8 e Colossenses 3:2-5: estabelecer pensamentos que agradam a Deus. 2 Coríntios 10:5 diz que devemos levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo”. Essas passagens deixam bem claro a que tipo de música não devemos escutar.

É claro que o melhor tipo de música que devemos escutar é aquela que adora e glorifica a Deus. Há vários músicos Cristãos talentosos em quase todo tipo de música, de clássica, ao rock, ao rap, ao reggae. Não há nada de errado com qualquer estilo de música. É a letra que determina se uma canção é aceitável ou não. No entanto, se um estilo de música secular, seja o ritmo ou a letra, causa você a considerar a se envolver em algo que não glorifique a Deus, então deve ser evitado.

Got Questions Ministries

http://www.gotquestions.org/portugues/musica-secular.html

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.